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sexta-feira, 12 de abril de 2013

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ENTREVISTA IMPORTANTE DO EX-SUPERINTENDENTE HAMILTON MITRE

ESSE CONHECE AFUNDO O AGENTE PENITENCIÁRIO MINEIRO, O MITRE É A HISTÓRIA....

URGENTE - COMPARTILHEM AO MÁXIMO.
VEJAM O QUE ESTÁ OCORRENDO NO SISTEMA. 
ENTREVISTA IMPORTANTE DO EX-SUPERINTENDENTE HAMILTON MITRE (Atual gestor na PPP)

MATÉRIA PRINCIPALMENTE PARA AQUELES QUE SÃO CONCURSANDOS E QUEREM CONHECER O SISTEMA PRISIONAL EM MG ATRAVÉS DA VISÃO DE UM ESPECIALISTA NO ASSUNTO. 
 
Hamilton Mitre foi um Superintendente do Sistema Prisional que armou os agentes com fuzil, criou as fardas da escolta, canil, COPE e GIR e teve grande apoio dos agentes em sua gestão, sempre recebendo todos de portas abertas, escreveu vários artigos para tirar dúvidas dos agentes e hoje se encontra na PPP. 
 
SEGUE A ENTREVISTA QUE ELE NOS PROPORCIONOU E QUE É MUITO VALIOSA EM CONTEÚDO E ENSINAMENTO.
===========================================


Henrique boa noite,

encaminho para conhecimento, ou se quiser para publicar, cópia de uma transcrição de um bate papo que tive com um agente penitenciário de um blog. Pedi permissão para ele para lhe enviar, já que ele cita um vídeo que vc fez. Ele só pediu que não divulgasse o nome dele, o que eu fiz. Mas se quiser publicar ou citar fique a vontade.
No mais quero agradecer as palavras no vídeo e dizer que fico muito grato pelo reconhecimento, e dizer que será muito bem vindo a equipe do Estado por parte da GPA. Estamos construindo um modelo novo de gestão, e no dia a dia acertando todas as imperfeições, com a meta de termos a melhor unidade em gestão do país. Sua presença e sua maneira de ver o sistema prisional contribuirá muito na busca deste objetivo.
um grande abraço.
Hamilton Mitre
===============
===============
Começa aqui...
 
     O senhor consegue nos dizer exatamente o que está acontecendo de errado no Sistema Prisional?

Acho que não, já me esqueci do tempo de Sistema..(risos)
Brincadeira a parte,
Vejo hoje um amadurecimento no Sistema, em pleno acontecimento, ainda tenho bons contatos com agentes penitenciários e percebo o nível da crítica sobre todos os acontecimentos. Amadurecer a tropa torná-la crítica (pensante) é o maior desafio que a meu ver, e está acontecendo.

Mas porque então que estão acontecendo problemas rebeliões, motins nas unidades prisionais?

Primeiro, trabalhamos com pessoas presas, insatisfeitas por natureza. Você como qualquer outro agente penitenciário sabe que todos os dias o que é feito no Sistema Prisional. É um gerenciamento rotineiro dos conflitos evitando um mal maior. Respondendo sua pergunta, precisamos colocar uma lente de aumento nos problemas para podermos entender com exatidão o que anda acontecendo, Minas Gerais hoje deve estar com aproximadamente uns 50 mil presos no Sistema, qual foi o último ano com investimento maciço na construção de novas unidades prisionais do Estado, em equipamentos, e qualificação dos agentes? Já tem aproximadamente uns 3 anos que isso não acontece.

Mas tudo que está acontecendo é somente pela falta de investimento?

Não, porém, fica muito difícil trabalhar sem recurso, ou com recursos limitados.

Não está respondendo, queremos saber se acha que a culpa é da gestão, acho que por ser amigo de quem gere o Sistema evita responder.

Não, muito pelo contrário, sou o crítico, o chato, que fica de uma posição muito confortável criticando o trabalho deles, a gestão.  Digo a vocês que é muito difícil estar à frente do Sistema Prisional, tem que tomar decisões diárias sobre tudo, e nem sempre tem o reconhecimento pelo trabalho. Mesmo com tantos servidores prisionais, estar na parte de cima da gestão nos torna solitário nas decisões. Todos os órgãos se sentem fiscalizadores, e veem no Sistema um local de corrupção e tortura. Sinceramente, tenho visto mais acertos que erros, e não faço críticas, pois sei da dificuldade. Na maioria das vezes toma uma atitude, recebe crítica dos seus superiores, e de seus comandados, mesmo sabendo que depois de um tempo, saberão que estava certo.




O que você então faria diferente? Ou faria tudo igual?

Diferente, focaria no Agente Penitenciário. Vocês nunca (faço questão de frisar) nunca me deixaram na mão.
Sinto um embargo na voz quando fala dos agentes
É só gratidão. É um bom sentimento. Começo a lembrar de vários episódios de tentativa de motins e rebeliões pelo Estado, e era só um telefonema para os diretores das regiões e em minutos na madrugada tinha quinze viaturas na estrada. Nunca amanheceu um dia sem o problema ter sido resolvido. Muitas histórias, se um dia quiser saber de todas vem tomar um café comigo que te conto. (risos)
Alguma história em especial?
Várias, acho que todas. Porém tem uma boa. No final do ano de 2009, dezembro se não me engano, recebi um telefonema do diretor de Manhuaçu na parte da tarde de um sábado dizendo que com a chuva que não parava na cidade em poucas horas o presídio estaria inundado pelas águas de um córrego próximo. No início da noite o diretor voltara a me ligar me dizendo que a situação estava crítica a cidade estava sem luz e a água já alcançara a porta da unidade.
E o que foi feito?
A parte boa da história, para quem vive atrás da mesa um pouco de operacional faz bem. Acionei o Danunzio que à época era o diretor de segurança interna da minha superintendência, e saímos de BH destino a Manhuaçu, missão: tirar 200 presos da unidade. Durante o trajeto da viagem contatamos várias unidades da região para nos apoiar na transferência, quando chegamos à unidade tínhamos 06 viaturas (Valadares, Ponte Nova, Caratinga, Monlevade, (esqueci uma) e a própria de Manhuaçu), a água já estava dentro de parte da unidade. E o melhor, todos os agentes, mesmo os que não estavam de plantão estavam na unidade como voluntários, sabiam que naquelas condições a segurança estava fragilizada. Durante a madrugada decidimos levar todos os 200 presos para o Presídio de Ponte Nova que estava parcialmente pronto, (a parte das celas já estava em condições de uso), o diretor da unidade conseguiu junto ao município quatro ônibus de linha urbana para fazermos o transporte.
Tinha luz na unidade?
Neste momento que decidimos pela transferência, sim.



E como termina?
Lembrei-me de um fato curioso, porém vou pegar a sequencia da história, paramos os ônibus na porta da unidade e a água cobria totalmente os pneus, dividimos as equipes de escolta que iriam dentro dos ônibus, a equipe de apoio e escolta nas viaturas, acertamos a faixa dos rádios para operação, calculamos o tempo de deslocamento, acertamos a logística da alimentação para os presos no dia seguinte na unidade de Ponte Nova.

E o fato curioso?
Pois bem, precisávamos identificar os presos e não tínhamos o sistema infopen e nem as pastas dos presos. A solução foi dada por um agente penitenciário que se não me engano era o coordenador na época naquela unidade. Os presos saiam da cela, quando ainda estavam longe o agente/coordenador me dizia em voz baixa o nome e infopen do preso, eu perguntava quando o preso chegava o nome e infopen e anotava, e o agente conseguiu me dizer os nomes de 200 presos que estavam matriculados naquele presídio.
E conseguiram transferir sem problemas?
Sim. Saímos de Manhuaçu por volta das 3 da manhã escoltando 4 ônibus com 200 presos e chegamos no Presídio de Ponte Nova as seis da manhã. Assim que deixamos os presos instalados no presídio voltamos para BH. Ao final da tarde de domingo recebo um telefonema do secretário de defesa social da época me dizendo que tinha acabado de receber um telefonema do juiz da comarca informando da preocupação com as chuvas torrenciais e com a enchente que a cidade estava enfrentando. Estava muito preocupado porque já estava sabendo que as águas já tinha tomado o presídio. Com muita satisfação e sensação de dever cumprido disse: esquenta não, já fomos lá à madrugada e tiramos os 200 presos e levamos para um local seguro. Ele disse: Sério? Disse a ele como ocorreu todo o procedimento, a pro atividade da equipe e o resultado satisfatório. Essa é apenas a história mais curta, entende agora minha gratidão?

Esses dias atrás teve um vídeo postado pelo Agente Henrique Corleone elogiando sua forma de gestão, você viu?
Vi sim recebi vários e-mails com o link.



O que achou?
Agradecido, como sempre, pela forma e pelo respeito nas palavras. Recebi o Henrique ainda como candidato a agente penitenciário com um grupo que esperava a nomeação no concurso. A época eu tinha a função de Assessor chefe da Suapi, ainda não era o superintendente. Sempre tratei com respeito todos os servidores, ouvindo os questionamentos e ponderações, e sempre tentei achar um melhor termo para solução dos problemas. O bom de quem estava sempre cobrando melhorias, como foi o caso do Henrique, torna-se peça fundamental para me auxiliar na solução. E isso acarretou uma amizade baseada no respeito. Não só com ele, mas fazia questão de agir dessa forma com todos os agentes penitenciários do Estado que despontavam como lideranças, criando espaço e formando pontes com a gestão.

Você acha que isso ocorre hoje? Não seria isto o que está faltando?
Lideranças ou pontes?..(risos)

Pontes com a gestão
Lideranças têm isso é natural e tem em toda parte. Com uma gestão política, as pontes estão sempre em construção, quando caem, necessitam de nova construção e em muitos casos deve se iniciar do zero.
Quem deveria construir essas “pontes” Mourão, Murilo, diretores?
Todos. E principalmente os maiores interessados nas melhorias que são os agentes penitenciários.

Desculpe-me, mas tenho ainda uma série de perguntas para lhe fazer, podemos gravar novamente outro dia?
Sim, estou sempre à disposição.
Uma última pergunta, você voltaria para o Sistema?
Não. Acho desnecessário.
Por quê?
Tem muitos servidores de carreira com ideias novas e melhores que as minhas espalhadas pelos quatro cantos de Minas Gerais.



Do concurso de 2007?
(risos) De todos os concursos, e pode estar inclusive neste novo concurso onde os candidatos nem tomaram posse ainda.
Tem alguma coisa para dizer para concluirmos?
Primeiro quero agradecer a paciência em me ouvir, mas quero dizer que acredito muito no trabalho que fazem, e sei com total certeza que todos fazem parte de uma engrenagem importantíssima na defesa social. Sinto-me orgulhoso e muito protegido quando passo na porta de unidades ou vejo viaturas na rua. Sei do empenho além do normal de todos para que tudo possa correr da melhor forma. Enfim, não podem desanimar, sigam em frente que a vitória nesta guerra é certa. E dizer também a todos que busquem conhecimento, acadêmico e na vida, apliquem este conhecimento no dia a dia, falem do sistema de forma construtiva, e orgulhem-se da farda que vestem.
Obrigado a vocês e levem a todos um grande abraço.

Fonte: Blog do Corleone

http://agp-tresvales-mg.blogspot.com.br/2013/04/entrevista-recente-com-hamilton-mitre.html
HAMILTON MITRE (Atual gestor na PPP)

MATÉRIA INDICADA, PRINCIPALMENTE, PARA AQUELES QUE SÃO CONCURSANDOS E QUEREM CONHECER O SISTEMA PRISIONAL EM MG ATRAVÉS DA VISÃO DE UM ESPECIALISTA NO ASSUNTO. 

Hamilton Mitre foi um Superintendente do Sistema Prisional que armou os agentes com fuzil, criou as fardas da escolta, canil, COPE e GIR e teve grande apoio dos agentes em sua gestão, sempre recebendo todos de portas abertas, escreveu vários artigos para tirar dúvidas dos agentes e hoje se encontra na PPP. 

SEGUE A ENTREVISTA QUE ELE NOS PROPORCIONOU E QUE É MUITO VALIOSA EM CONTEÚDO E ENSINAMENTO.
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Henrique boa noite,

Encaminho para conhecimento, ou se quiser para publicar, cópia de uma transcrição de um bate papo que tive com um agente penitenciário de um blog. Pedi permissão para ele para lhe enviar, já que ele cita um vídeo que vc fez. Ele só pediu que não divulgasse o nome dele, o que eu fiz. Mas se quiser publicar ou citar fique a vontade.
No mais quero agradecer as palavras no vídeo e dizer que fico muito grato pelo reconhecimento, e dizer que será muito bem vindo a equipe do Estado por parte da GPA. Estamos construindo um modelo novo de gestão, e no dia a dia acertando todas as imperfeições, com a meta de termos a melhor unidade em gestão do país. Sua presença e sua maneira de ver o sistema prisional contribuirá muito na busca deste objetivo.
um grande abraço.
Hamilton Mitre
===============
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Começa aqui...

O senhor consegue nos dizer exatamente o que está acontecendo de errado no Sistema Prisional?

Acho que não, já me esqueci do tempo de Sistema..(risos)
Brincadeira a parte,
Vejo hoje um amadurecimento no Sistema, em pleno acontecimento, ainda tenho bons contatos com agentes penitenciários e percebo o nível da crítica sobre todos os acontecimentos. Amadurecer a tropa torná-la crítica (pensante) é o maior desafio que a meu ver, e está acontecendo.

Mas porque então que estão acontecendo problemas rebeliões, motins nas unidades prisionais?

Primeiro, trabalhamos com pessoas presas, insatisfeitas por natureza. Você como qualquer outro agente penitenciário sabe que todos os dias o que é feito no Sistema Prisional. É um gerenciamento rotineiro dos conflitos evitando um mal maior. Respondendo sua pergunta, precisamos colocar uma lente de aumento nos problemas para podermos entender com exatidão o que anda acontecendo, Minas Gerais hoje deve estar com aproximadamente uns 50 mil presos no Sistema, qual foi o último ano com investimento maciço na construção de novas unidades prisionais do Estado, em equipamentos, e qualificação dos agentes? Já tem aproximadamente uns 3 anos que isso não acontece.

Mas tudo que está acontecendo é somente pela falta de investimento?

Não, porém, fica muito difícil trabalhar sem recurso, ou com recursos limitados.

Não está respondendo, queremos saber se acha que a culpa é da gestão, acho que por ser amigo de quem gere o Sistema evita responder.

Não, muito pelo contrário, sou o crítico, o chato, que fica de uma posição muito confortável criticando o trabalho deles, a gestão. Digo a vocês que é muito difícil estar à frente do Sistema Prisional, tem que tomar decisões diárias sobre tudo, e nem sempre tem o reconhecimento pelo trabalho. Mesmo com tantos servidores prisionais, estar na parte de cima da gestão nos torna solitário nas decisões. Todos os órgãos se sentem fiscalizadores, e veem no Sistema um local de corrupção e tortura. Sinceramente, tenho visto mais acertos que erros, e não faço críticas, pois sei da dificuldade. Na maioria das vezes toma uma atitude, recebe crítica dos seus superiores, e de seus comandados, mesmo sabendo que depois de um tempo, saberão que estava certo.

O que você então faria diferente? Ou faria tudo igual?

Diferente, focaria no Agente Penitenciário. Vocês nunca (faço questão de frisar) nunca me deixaram na mão.
Sinto um embargo na voz quando fala dos agentes
É só gratidão. É um bom sentimento. Começo a lembrar de vários episódios de tentativa de motins e rebeliões pelo Estado, e era só um telefonema para os diretores das regiões e em minutos na madrugada tinha quinze viaturas na estrada. Nunca amanheceu um dia sem o problema ter sido resolvido. Muitas histórias, se um dia quiser saber de todas vem tomar um café comigo que te conto. (risos)
Alguma história em especial?
Várias, acho que todas. Porém tem uma boa. No final do ano de 2009, dezembro se não me engano, recebi um telefonema do diretor de Manhuaçu na parte da tarde de um sábado dizendo que com a chuva que não parava na cidade em poucas horas o presídio estaria inundado pelas águas de um córrego próximo. No início da noite o diretor voltara a me ligar me dizendo que a situação estava crítica a cidade estava sem luz e a água já alcançara a porta da unidade.
E o que foi feito?
A parte boa da história, para quem vive atrás da mesa um pouco de operacional faz bem. Acionei o Danunzio que à época era o diretor de segurança interna da minha superintendência, e saímos de BH destino a Manhuaçu, missão: tirar 200 presos da unidade. Durante o trajeto da viagem contatamos várias unidades da região para nos apoiar na transferência, quando chegamos à unidade tínhamos 06 viaturas (Valadares, Ponte Nova, Caratinga, Monlevade, (esqueci uma) e a própria de Manhuaçu), a água já estava dentro de parte da unidade. E o melhor, todos os agentes, mesmo os que não estavam de plantão estavam na unidade como voluntários, sabiam que naquelas condições a segurança estava fragilizada. Durante a madrugada decidimos levar todos os 200 presos para o Presídio de Ponte Nova que estava parcialmente pronto, (a parte das celas já estava em condições de uso), o diretor da unidade conseguiu junto ao município quatro ônibus de linha urbana para fazermos o transporte.
Tinha luz na unidade?
Neste momento que decidimos pela transferência, sim.

E como termina?
Lembrei-me de um fato curioso, porém vou pegar a sequencia da história, paramos os ônibus na porta da unidade e a água cobria totalmente os pneus, dividimos as equipes de escolta que iriam dentro dos ônibus, a equipe de apoio e escolta nas viaturas, acertamos a faixa dos rádios para operação, calculamos o tempo de deslocamento, acertamos a logística da alimentação para os presos no dia seguinte na unidade de Ponte Nova.

E o fato curioso?
Pois bem, precisávamos identificar os presos e não tínhamos o sistema infopen e nem as pastas dos presos. A solução foi dada por um agente penitenciário que se não me engano era o coordenador na época naquela unidade. Os presos saiam da cela, quando ainda estavam longe o agente/coordenador me dizia em voz baixa o nome e infopen do preso, eu perguntava quando o preso chegava o nome e infopen e anotava, e o agente conseguiu me dizer os nomes de 200 presos que estavam matriculados naquele presídio.
E conseguiram transferir sem problemas?
Sim. Saímos de Manhuaçu por volta das 3 da manhã escoltando 4 ônibus com 200 presos e chegamos no Presídio de Ponte Nova as seis da manhã. Assim que deixamos os presos instalados no presídio voltamos para BH. Ao final da tarde de domingo recebo um telefonema do secretário de defesa social da época me dizendo que tinha acabado de receber um telefonema do juiz da comarca informando da preocupação com as chuvas torrenciais e com a enchente que a cidade estava enfrentando. Estava muito preocupado porque já estava sabendo que as águas já tinha tomado o presídio. Com muita satisfação e sensação de dever cumprido disse: esquenta não, já fomos lá à madrugada e tiramos os 200 presos e levamos para um local seguro. Ele disse: Sério? Disse a ele como ocorreu todo o procedimento, a pro atividade da equipe e o resultado satisfatório. Essa é apenas a história mais curta, entende agora minha gratidão?

Esses dias atrás teve um vídeo postado pelo Agente Henrique Corleone elogiando sua forma de gestão, você viu?
Vi sim recebi vários e-mails com o link.

O que achou?
Agradecido, como sempre, pela forma e pelo respeito nas palavras. Recebi o Henrique ainda como candidato a agente penitenciário com um grupo que esperava a nomeação no concurso. A época eu tinha a função de Assessor chefe da Suapi, ainda não era o superintendente. Sempre tratei com respeito todos os servidores, ouvindo os questionamentos e ponderações, e sempre tentei achar um melhor termo para solução dos problemas. O bom de quem estava sempre cobrando melhorias, como foi o caso do Henrique, torna-se peça fundamental para me auxiliar na solução. E isso acarretou uma amizade baseada no respeito. Não só com ele, mas fazia questão de agir dessa forma com todos os agentes penitenciários do Estado que despontavam como lideranças, criando espaço e formando pontes com a gestão.

Você acha que isso ocorre hoje? Não seria isto o que está faltando?
Lideranças ou pontes?..(risos)

Pontes com a gestão
Lideranças têm isso é natural e tem em toda parte. Com uma gestão política, as pontes estão sempre em construção, quando caem, necessitam de nova construção e em muitos casos deve se iniciar do zero.
Quem deveria construir essas “pontes” Mourão, Murilo, diretores?
Todos. E principalmente os maiores interessados nas melhorias que são os agentes penitenciários.

Desculpe-me, mas tenho ainda uma série de perguntas para lhe fazer, podemos gravar novamente outro dia?
Sim, estou sempre à disposição.
Uma última pergunta, você voltaria para o Sistema?
Não. Acho desnecessário.
Por quê?
Tem muitos servidores de carreira com ideias novas e melhores que as minhas espalhadas pelos quatro cantos de Minas Gerais.

Do concurso de 2007?
(risos) De todos os concursos, e pode estar inclusive neste novo concurso onde os candidatos nem tomaram posse ainda.
Tem alguma coisa para dizer para concluirmos?
Primeiro quero agradecer a paciência em me ouvir, mas quero dizer que acredito muito no trabalho que fazem, e sei com total certeza que todos fazem parte de uma engrenagem importantíssima na defesa social. Sinto-me orgulhoso e muito protegido quando passo na porta de unidades ou vejo viaturas na rua. Sei do empenho além do normal de todos para que tudo possa correr da melhor forma. Enfim, não podem desanimar, sigam em frente que a vitória nesta guerra é certa. E dizer também a todos que busquem conhecimento, acadêmico e na vida, apliquem este conhecimento no dia a dia, falem do sistema de forma construtiva, e orgulhem-se da farda que vestem.
Obrigado a vocês e levem a todos um grande abraço.

Fonte: Blog do Corleone


OBSERVAÇÃO:

O Dr.º Hamilton Mitre alavancou o sistema prisional mineiro, de maneira inteligente e visão de gestão, ele trabalhou como nunca para ser o "paizão" do "guarda"...
O Mitre é marcado para sempre na história pelo seu trabalho e empenho para o avanço do sistema prisional de MG.

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